
Plataforma analisada: PC
Plataformas Disponiveis : PS3 Xbox 360 PC e PSP
Estilo: Acção táctica
Rainbow Six é talvez dos jogos que causou mais impacto quando saiu. Por um lado pela sua dificuldade considerada por muitos excessiva e por outro lado pelo seu realismo e a sua IA.
Vegas não foge ao nenhum dos 2.
Este titulo tira-nos do controlo de Ding Chavez a quem os fanáticos de R6 já estavam habituados a encarnar e remete-nos para outro personagem, Logan. A primeira imagem que tive do jogo admito que me deixou de boca aberta. Estamos a bordo de um helicóptero a voar sobre um terreno desconhecido a que eu fiquei com a impressão que era algures no México. Para quem tem um bom sistema de som o barulho ensurdecedor do helicóptero torna-se evidente quando tirarem os olhos da paisagem. Mesmo tendo jogado F.E.A.R com gráficos ao máximo a imagem deixou-me pura e simplesmente sem respiração. Os detalhes, a luz, os gráficos foto realistas. Vegas tem ai um dos trunfos. Os Gráficos. Bastante bons, arrisco dizer acima da média, fazem com que o jogo seja melhor ainda. É espantoso o ambiente solarengo da primeira missão contrastando com a noite de Vegas cheia de Neons. A cidade em si está cheia de detalhes, mas acima de tudo, o jogo tem bastantes objectos que se podem partir. Arriscaria dizer quase todos. Deste vidros a slot machines o efeito é estonteante já que a certa altura já nem sabemos se estamos a acertar no inimigo ou no que o rodeia.
O jogo começa com o jogador a fazer um daqueles saltos de helicóptero à Hollywood mas ficando sozinho quando a descida dos nossos companheiros é interrompida por um RPG inimigo. Ai temos um dos raros momentos do jogo em que ficamos sozinhos, e ainda bem que são raros dado que o jogo só tem 2 modos de dificuldade, Normal ou Realista, e acreditem que o normal não é nada fácil!. Agora vocês devem estar a pensar, mas e o jogo não tem tutorial? Na realidade a nossa primeira missão funciona como tutorial. Os controlos de FPS são rapidamente adquiridos , o tipico WSAD e o rato está operacional. Qualquer jogador de FPS faz isto automaticamente. De seguida avança-mos para o desconhecido. Ao contrário dos outros jogos neste não temos os enormes e secantes briefings e a escolha de equipamento dos nossos colegas. Em vez disso temos briefings curtos feitos no helicóptero e uma escolha de armas pessoal rápida e partimos para a missão praticamente sem saber nada. Quando avançamos no jogo este oferece-nos várias dicas dadas por uma caixa no canto superior direito que nos dá indicações de teclas a usar ou então por uma operacional via Picture in Picture. Esta diz-nos tácticas e conceitos base e mais à frente dá-nos informação adicional sobre a missão ou acontecimentos paralelos.
Em termos de animações este jogo é bastante fluido o que proporciona cenas dignas de grandes filiões de Hollywood como as entradas Rappel pelas janelas que todos já conhece-mos. Por falar em rappel, uma das muitas funções extra do jogo, neste caso disponivel no rappel, é virar-mo-nos de cabeça para baixo (um pouco à Sam Fisher) e abater-mos uma mão cheia de inimigos enquanto os nossos colegas os distraiam entrando por outra janela de rompante.
Em termos de jogabilidade está muito bom. Sendo este jogo adaptado da Xbox 360 podemos ver algumas semelhanças como por exemplo a existência de um atalho para selecionar as armas ou um menu especifico. Sem contar com estas conversões bastante bem feitas e bem aproveitadas, a meu ver, o jogo tem uma interface simples. Podemos encostar-nos a qualquer superficie e utiliza-la como cobertura e, como se pode ver em jogos como Kill Switch podemos disparar tanto saindo da cobertura, tendo bastante precisão, ou sem sair desta tirando só a arma e os braços para fora, tendo obviamente menos pontaria mas mesmo assim não ficando imunes aos disparos inimigos. Quanto aos nossos amigos podemos mesmo afirmar que nem um jogador vivo poderia ser tão eficaz. Com um botão só, a barra de espaços por defeito, podemos mandar fazer as mais variadas acções aos nossos companheiros como moverem-se para localização X e eliminar tudo no caminho, tomarem uma posição de assalto junto a uma porta, que quando tiverem prontos fará aparecer 1 menu com 3 opções de entrada, ou ainda fazerem Rappel e entrarem numa sala.
A inteligência artificial do jogo dificulta bastante as coisas. Os inimigos são muitos inteligentes (e numerosos em certos casos) e usam todo o tipo de tácticas para nos abaterem. Em Vegas fizeram desaparecer a barra de vida e impuseram um sistema como o de CoD 2. Recebemos alguns tiros e ficamos a ver tudo desfocado ou praticamente cegos, mas se descansar-mos voltamos ao normal. Isto de certa forma impede-nos de sermos os Rambos do sitio pois 2 tiros e já não distinguimos nada (nem mesmo o proprio HuD que desfoca também) e ao 3 ou 4 já estamos mortos. Os inimigos são implacaveis. Mas agem como humanos. Flanqueiam, disparam às cegas e têm algo que eu considero genial, o factor pânico. Basicamente estes se expostos a muita pressão psicológica, como muitos tiros em redor da sua cobertura ou os companheiros a morrer perto dele simplesmente entra em parafuso e ou se atira à rambo ou fica a descarregar o carregador infinitamente sem sair da cobertura em perfeito pânico.
Isto dá-nos horas e horas de jogo dificil e bem pensado sem esquecer a componente online que ainda não tive oportunidade de observar a fundo.
Recomendo (+14)
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